O palco estava em silêncio, um silêncio incomum, como se estivesse à espera de algo. Era um concurso de talentos, mas desta vez ninguém estava visível no palco. Os jurados olhavam para o espaço vazio sem entender se era um erro ou uma apresentação planeada.
De repente, da borda do palco, um pequeno carro avançou lentamente. Movia-se sozinho, sem condutor e sem controlo visível. No público começaram os sussurros, as pessoas olhavam umas para as outras. O carro parou no centro do palco.

Depois de um momento ouviu-se uma voz de dentro. Mas não era uma voz humana no sentido normal. Dentro do carro havia um pequeno brinquedo, e era ele que falava. — Olá… por favor, aproximem-se, preciso da vossa ajuda.
Um dos jurados, curioso e um pouco cauteloso, levantou-se e aproximou-se do palco. Parou junto ao carro sem saber o que esperar.
O brinquedo falou novamente. — Tu… sim, tu. Por favor senta-te aqui.
No palco havia uma pequena cadeira, como se tivesse sido preparada especialmente para ele. O jurado hesitou por um momento e depois sentou-se.
O público ficou ainda mais silencioso.
O brinquedo continuou. — Obrigado… agora escuta com atenção.
No carro abriu-se um pequeno compartimento onde havia um envelope. — Por favor abre isto, disse o brinquedo.
O jurado pegou no envelope e abriu-o lentamente. Todos no público prenderam a respiração.
Dentro havia uma frase curta mas estranha. Ele leu-a em voz alta.
E nesse momento a sua expressão mudou. Surpresa nos olhos… depois um silêncio profundo.
O jurado ficou sentado sem dizer nada durante alguns segundos.
Porque aquele envelope não era apenas um jogo.
Nesse momento começou uma história que ninguém esperava ver naquele palco.
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